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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

BYD e6 rodando no Brasil

Divulgação
  O amigo e colaborador Daniel Girald, amante incondicional do ciclo Diesel, flagrou um BYD e6 em testes em Porto Alegre.

  Não tenho imagens do hatch médio que ele viu, mas ele confirmou há pouco, voltando de suas actividades diárias pela capital gaúcha.

  Há cerca de um Ano a Build Your Dreams anunciou a fábrica no Brasil, mesmo antes dos incentivos do governo federal, que não foram acompanhados por decisões similares de Estados e municípios; no fim das contas, eles é que causam a hiperinflação tributária no país.

  Seu já conceituado ônibus K9 rodou em testes em várias capitais, inclusive Goiânia. Com a menor dificuldade para importar insumos, a intenção há muito declarada de produzir o e6 pode estar se concretizando.

  Não economizando baterias e muito bem quisto por taxistas chineses,  e6 chega a 145km/h e pode rodar 300km com uma carga, além de enfrentar condições de rodagem que se assemelham às nossas.. Lá ele pode levar até seis ocupantes, aqui deve ficar com cinco, mais por questões de mercado do que técnicas. Alto, largo e robusto, ele se presta muito bem ao serviço de praça.

  Quando:? Sem data, mas o certo é que mesmo com o Dólar oscilando na casa dos R$4,00 a produção já pode ser viável. Quanto? Caro. Carro eléctrico é caro por sua própria natureza, devido ao ostracismo de um século que as baterias automotivas amargaram. Por menos de R$150.000,00 ele dificilmente virá ao varejo, pelo que é fácil deduzir que frotistas, empresas e locadoras sejam o consumidor que a marca mira no momento.

  Se eu compraria? Sem pestanejar! À parte seus méritos, o único concorrente, o Nissan Leaf não faz meu gênero, é chamativo demais e roda bem menos.

  Adendo! O amigo Daniel, em um esforço de boa vontade, conseguiu alcançar o exemplar e nos enviou a photographia do e6 de testes:

Crédito: Daniel Girald
 

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

O primeiro BYD nacional a caminho

  Aos incrédulos, já cansados de promessas, uma boa notícia. A BYD já começou a fabricar o ônibus K9 em Campinas. Por enquanto quase tudo é importado, mas a marca espera chegar a 85% de nacionalização até 2017.

  Adalberto Maluf, não sei o que esperava, disse que tem sido mais fácil do que esperavam. Confesso que eu também não esperava que conseguissem iniciar a produção tão depressa. O investimento de R$ 250 milhões está longe de ser vultuoso para uma indústria automobilística, o que aumenta a surpresa. O objectivo é vender 500 ônibus até o fim de 2016.

  O custo do K9, segundo a montadora, é 5% maior do que o de um concorrente a combustão, mas acena com um consumo de energia até 48% menor do que o de um trôlebus. Qual a mágida destes números? O primeiro contraria o comum em veículos plug-in, que chegam a ser 50% mais caros do que os comuns, a explicação é que os custos de um ônibus já são normalmente muito altos, e o modelo foi concebido para ser eléctrico, não adaptado na linha de montagem para usar baterias. O segundo se deve às perdas que têm os trólebus para adequar a altíssima voltagem da rede aérea ao seu uso.

  Ainda pesa no preço o IPI de 25%, enquanto o ICMS para plug-in em São Paulo é de 18%, contra 12% pagos pelos com motores de ciclo diesel. Eu já tinha dito que impostos estaduais e municipais são mais perversos do que os federais, lembram-se? Acharam mesmo que os governadores, atolados em dívidas e se recusando a abdicar de seus apadrinhados, cederiam tão cedo? A BYD afirmou que não precisaria ser isentada dos impostos, a equiparação seria suficiente.

  Ainda assim já há interessados de olho nos baixos custos operacionais e de manutenção, não demora muito para os primeiros serem entregues. Serão produzidos modelos plug-in puros e híbridos, que embora caros se prestarão a distâncias longas. Estes também têm projeções optimistas, de 100 a 200 chassis para o próximo ano, com crise e tudo.

Já o hatch e6 ainda vai demorar um pouco, mas a fábrica já está operando, é questão de tempo.

Pra mais, clicar aqui.