quarta-feira, 6 de junho de 2012

De onde virá a força do Spark eléctrico


Todo mundo comenta (como aqui) o virtual lançamento de uma versão plug-in pura do jipe Tac Spark. E com razão, afinal tratar-se-ia do primeiro veículo eléctrico de série, ainda que pequena série, do Brasil. Alguns mais afobados, falam como que o lançamento já estivesse absoluto e sólido, quase antecipando o teste de longa duração.

Mas poucos, quase ninguém, na verdade eu não vi um que seja, apresentou ao público a quase desconhecida Motoczysz, que fornecerá o trem de força para o jipe catarinense. É uma empresa americana que constrói motocicletas esportivas, com vocação de competição, resumindo a ópera. Foi descrita pela revista Popular Science, em Outubro de 2010, como a mais avançada motocicleta eléctrica do mundo. Ainda hoje não perdeu o título.

Foi fundada por Michael Czysz, para preparar motocicletas para competição. O amor pelo motociclismo é de família e vem de muito antes. A primeira grande vitória foi em 1948, com uma Norton pilotada por Don Evans em Daytona.

Para exemplificar a confiança de Michael Czysz na mobilidade eléctrica, ele disse que "A condução eléctrica é a mais econômica, eficiente e poderosa solução para mover as pessoas e os carros no Século 21", em uma tradução livre.

Um exemplar da linhagem é a motocicleta da photographia de cabeçalho, a E1pc de 2011. Bonita, elegante e de linhas limpas, não é grande, tem 1,435m de entreeixos, mas é pesada com seus 238kg. As baterias, que equiparão o Stark, são sofisticadas Dow Kokan Polímero de Lítio, capazes de suportar dois mil ou mais siclos completos, que na E1pc têm 12,5kWh, ou 17cv. O motor é de refrigeração líquida, sem escovas, com ímãs permanentes e de corrente contínua, que gera pico de 200cv e torque de 22,43kgfm.

Se para um Puma GTB, por exemplo, isso já seria motor para dar e vender, imaginem para uma motocicleta! Ela deve exigir brevê de piloto, em vez de habilitação.


A E1pc de 2009 é mais mansa, se isso pode ser dito de uma motocicleta de 66cv com torque instantâneo, e arrancou suspiros da imprensa especializada, em um país em que a imprensa precisa ser realmente especializada para manter seus leitores. As baterias somam "apenas" 10kWh, ou 13,6cv. Mesmo assim exigem força nos braços e pernas para não se cair para trás com o coice da arrancada.

O último feito da equipe Segway, a unha da carne da Motorczysz, foi (ver aqui) vencer a corrida de motocicletas eléctricas, o SES TT Zero Challenge Race, na Ilha de Man, com médias de mais de 104km/h e chegando a ultrapassar 160km/h. Desempenho digno de uma campeã de motovelocidade.

Sim, claro, baterias usadas nestas condições, mesmo as melhores e mais bem construídas, tornam-se descartáveis. Um pacote de 17cv que dá picos freqüentes de 200cv não pode durar mesmo, mas em uma competição de elite os custos se justificam.

Quanto ao provável E-Stark, nada foi dito de suas especificações. A confiança é de que a prudência instale baterias com, no mínimo, 1/3 da potência de pico. A única certeza, se este jipe realmente sair, é que será um devorador de atoleiros, porque o modelo normal, equipado com motor FPT turbodiesel 2,3l, com seus 30,6kgfm  e 127cv, é ovacionado pelos jipeiros que não têm preconceito contra sua carroceria de painéis de plástico industrial. Podemos esperar um pico de pelo menos 100cv. Infelizmente também devemos esperar que passe de R$ 150.000,00, se os incentivos em tramitação não saírem, porque as Dow Kokam são tão caras quanto boas.




Website da Tac, clique aqui.
Website da Motorczysz, clique aqui.
Website da Dow Kokam batteries, clique aqui.
Website da organização da competição, clique aqui.

Sobre o Nissan Leaf como taxi


Eu costumo dizer que um repórter deve conhecer bem aquilo de que está falando. Não basta ter vastos conhecimentos rasos, só para impressionar leigos, porque logo aparece um conhecedor do assunto para apontar falhas crassas. Eu não ganho um centavo para informar, pelo contrário, tenho é despesas para isso, e mesmo assim percebo que tenho mais conteúdo relevante do que o grosso da imprensa "especializada".

O caso aqui é o do Nissan Leaf, que começou a ser usado como táxi em São Paulo. De início duas unidades, ás quais se juntarão oito até o ano que vem. Como Brasília está enrolando demais, com a boa vontade de um Jeca Tatú cansado, os planos de ter uma frota de Leafs servindo a prefeitura fica para mais tarde. Para compensar os cerca de duzentos mil reais cobrados pelo carro, um terço só de IPI, as empresas ganham um baita desconto na concessão da licença, que é bem cara. Os cassos entregues às empresas estão em regime de comodato, tocando às mesmas os parcos custos operacionais e de manutenção.

A primeira lorota, é quanto à recarga. O manual de qualquer bateria íon de lítio recomenda deixá-las por vinte e uma horas, para a primeira carga. Só para a primeira, que no caso dos carros, muitas vezes é feita pela própria fábrica... Já pensou, comprar um carro novinho e sair empurrando até o próximo posto de combustível? Em São Paulo, que tem 110V de padrão, pode-se levar treze horas em tomada comum, não mais do que isso se tudo estiver em ordem, e as baterias totalmente descarregadas. Em tomadas de 220V, a recarga total pode ser feita em seis horas, nas condições mais favoráveis e as baterias totalmente descarregadas. Carregadores rápidos, de 440V, serão fornecidos para cargas de meia hora, que darão 80% da capacidade, se as baterias estiverem secas, o que só acontece se o motorista quiser. Sim, há pessoas que usam tomadas tripolares comuns, sem relatarem prejuízos, pleo contrário, só dispensam mais cuidados com a recarga.

Ao contrário do que as reportagens deixam parecer, recargas menores podem e devem ser feitas a qualquer momento, quando o carro estiver esperando uma chamada, isso até aumenta a vida útil das baterias e reduz drasticamente o tempo de completar a carga. Com menos energia entrando de forma agressiva nas baterias, um efeito colateral ainda insoluto nas recargas, mais as placas são preservadas e por mais anos elas agüentam o tranco.

A segunda lorota é a da autonomia, que faz o público pensar que ficará na rua, no meio de um congestionamento, bastando que se ligue o ar-condicionado. Os 160km de autonomia padrão do Leaf são dados em condições européias de medição, em velocidades geralmente maiores do que as nossas permitidas. Na prática, em uma boa estrada, ele pode rodar 200km sem recarga. Em uma estrada ruim, pode passar de 300km.

Mas, heim? Explico; Ao contrário do motor a combustão, o eléctrico dispensa trocas constantes de marchas, além de contar com torque máximo em qualquer rotação. Em uma estrada ruim, triste regra entre nós, a velocidade é bem mais baixa, conseqüentemente consumindo menos dos 24kWh das baterias. Isto vale para congestionamento, que em suas baixíssimas velocidades, podem permitir que o motor mal belisque a carga, enuanto os à combustão torram a sua no anda-e-pára. E quando estiver engarrafado, aí é que a vantagem maior aparece, porque ele não consome absolutamente nada, nem um watt de potência. Parado, o motor eléctrico está desligado, sempre. Isto, aliás, é parte do segredo do consumo baixíssimo dos híbridos plenos, aqueles em que o módulo eléctrico tem uma potência razoável e trabalha junto com o motor à combustão o tempo inteiro. Daí um híbrido comum poder passar de 30km/l, enquanto um turbo-diesel sofisticado passa dos 50km/l. Enquanto um motor à combustão, um turbo-diesel de última geração, sua pra manter 40% de eficiência energética, um eléctrico ruim passa fácil de 80%.

Some-se a isso algo que o motor à combustão não permite, mas qualquer eléctrico decente faz com os pés nas costas: regeneração. Os eléctricos permitem serem transformados em geradores, quando o carro está sendo empurrado, mandando um pouco de carga par as baterias, como faz o Fusion Hybrid. Quem vai empurrar o carro? A inércia e a gravidade, oras! Durante a frenagem, ou em um bom declive, até a energia cinética acabar, o motor é invertido e manda electricidade para as baterias. Simples assim. Fumaça não volta a ser combustível, não mo mesmo motor, lamento.

Ei, que caras são essas? Estão se perguntando quem sou eu, para questionar a poderosa e onisciente imprensa? Eu sou alguém que lê e estuda, que tem contacto com engenheiros, com técnicos, que abre websites das montadoras, que lê elogios e reclamações de proprietários, que investiga aquilo do que vai tratar. O que eu disso acima acontece diariamente no mundo, com os mais de três milhões de carros eléctricos (fora caminhões, motocicletas, aviões e outros) que rodam fora deste país de quinto mundo. Esses carros avisam quando a carga da bateria está baixa, e avisam insistentemente, várias vezes. Os usuários do saudoso Gurgel E-400 sabiam da parca autonomia de 81km a 70km/h, mas na prática, com pequenas recargas durante estacionamentos, muitos rodavam o dia todo sem medo. E hoje os recursos são muito mais sofisticados. No Brasil, a autonomia de um eléctrico pode ser maior do que a divulgada em seu país de origem, simplesmente porque ele não tem que queimar gasolina ruim por aqui, electricidade é igual em qualquer parte do universo, a gerada nos Estados Unidos age igual à gerada aqui.

E por que eu estou dizendo isto a vocês, leitores habituais? Para que tenham como tranqüilizar os amigos. Ontem, uma amiga me questionou sobre o Leaf ficar sem bateria por manter o motor ligado em um congestionamento, ou por causa do anda-e-pára, enfim, foi ontem à noite que percebi o que repórteres desinformados podem fazer à cabeça dos leigos. Façam um favor a este amigo, espalhem também que ele não dá choque quando chove... vai que um desses "jornalistas" mandou mais lorotas por aí.

Oa repórtes, com poucas salvações como os do "Vrum", eram tão desinformados, ou de má vontade, que sequer mencionaram a possibilidade de o Gol de Elifas Gurgel poder servir de padrão para a conversão dos táxis já existentes. Eles sequer aventaram a possibilidade corriqueira de uma conversão! E olha que eles ganham para informar!




Website do feioso e simpático cabeça-de-bagre Leaf, clicar aqui.

sábado, 2 de junho de 2012

A IBM quer mover o seu carro


O prazo é incerto, de oito a vinte anos para começar a produzir. O que me parece mais uma jogada de marketing para deixar o consumidor ansioso e desejoso.

O princípio é simples, guarnecido por décadas de pesquisas e bilhões em investimentos, amortizados pela utilização gradual da evolução nas baterias de electrônicos da marca:  O Lítio reage com o Oxigênio, formando peróxido de lítio, e produz uma quantidade absurda de energia. A vantagem aqui, é que a reação é reversível, não inutiliza a bateria e a recarga não danifica as placas, efeitos colaterais de muitas baterias aeróbicas.

Embora o projecto específico tenha começado em 2009, só agora a IBM conseguiu segurança para fazer o anúncio sem o risco de passar vexame, com um atraso monstro causado por falhas graves nas pesquisas. De quebra, garante alguns pontos a mais na bolsa de valores. Malandragem que é boa para todo mundo, porque trata-se de um progresso real, que oferece algo útil e plausível, em vez de uma bolha especulativa.


Sinceramente? Esta década não termina sem que os protótipos definitivos estejam em testes. A garantia dos técnicos da IBM é que, co a mesma quantidade de baterias utilizada hoje, que dá em média 200km de autonomia, os carros possam rodar 800km sem medo de ficar pelo caminho. O que significa também uma brutal redução na massa do veículo, possibilitando até mesmo armazenar boas reservas de energia em motocicletas, que sofrem com os 4,5kg/cv das baterias normalmente oferecidas hoje em dia. Os caminhões também serão beneficiados, já que precisam de quantidades enormes de baterias para terem a autonomia que suas funções demandam.


Um eléctrico para chamar de nosso?

Teremos um HB-E?

Atenção, notícia chocante!

O ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, está conversando com a Hyundai para viabilizar a produção de um carro eléctrico brasileiro. A conversa foi na embaixada brasileira em Seul, com o vice-presidente da marca.

A conversa coincide com a chegada das primeiras prensas para a fabricação do Hyundai HB em Piracicaba, com lançamento previsto para Setembro. Lembro que a coreana já tem um relacionamento estreito com o Brasil, e quer apagar a má impressão deixada pela caolha, digo, CAOA.

Uma parceria bilateral já beneficia a USP, sempre a USP, para estimular pesquisas no setor automotivo. Estimulando inclusive a capacitação, em vez de mera diplomação do acadêmico, e assim evitar importar mão-de-obra para os cargos de maior responsabilidade.

Nada mais foi dito, comentado ou mesmo escrito em bilhetinhos que circulam por corredores, mas é muito mais do que o coisa nenhuma que tínhamos até agora.

Risco para os projectos nacionais em andamento? Não. Os mercados focados são totalmente diferentes, a decisão de fazer um HB eléctrico, por exemplo, até facilitaria o acesso ao know-hall e aos insumos necessários, que hoje ainda são relativamente caros. Elifas Gurgel que o diga! A conversão sai, hoje, por cerca de quinze mil reais, dada a dificuldade em importar o material necessário.


Website da Hyundai, clique aqui.

Yaris híbrido: sou feio, mas bebo pouco


Com a firma intenção, e uma vela acesa na frente, de dar ao menos uma versão híbrida para cada um de seus modelos, a Toyota começou a vender o Yaris Híbrido na Europa, com fabricação francesa. Bem mais simpático, mas carregando a pecha de "sapo com diarréia" que ganhou com o design anterior, o compacto mostra serviço naquilo que um híbrido tem de melhor, o aumento brutal da autonomia.


Decerto que não são os 53km/l da V60 Diesel Hybrid, mas ele faz a média de 28,5km/l em condições normais de uso, a máxima chega facilmente a 35km/l. O motor a combustão é um quatro em linha imitação de Aktinson, com 1497cm³, que gera parcos 74cv,. O eléctrico desenvolve bons 26cv e 17,2kgfm nominais, com pico de vigorosos 60cv. Combinados, gasolina e baterias mandam até 100cv contínuos para as rodas, através do câmbio de variação contínua, que deve entregar uns 80cv.

As baterias, ao contrário do predominante entre os plug-in, são de Níquel-Hidreto metálico. Elas permitem que o Yaris rode até 50km contínuos, antes de o motor à gasolina ser acionado. Isso é bom? De certa forma, é. Embora mais pesadas e volumosas, são mais fáceis de manter, gerenciar e reciclar do que as de lítio.

O desempenho é acanhado, para a potência combinada, certamente por ser limitado electronicamente. Chega a 165km/h e faz de 0 a 100km/h em 11,8s. Se considerar o baixo Cx de 0,286, o baixo desempenho decepciona ainda mais.


Francamente, eu prefiro, em não podendo usar o ciclo diesel, colocar um bom cooler de ventilação forçada e mandar ver na taxa de compressão. Talvez um três em linha assim fizesse até mais quilômetros por litro, com um desempenho mais interessante. Mas há uma solução muito inteligente, tão quanto é óbvia e quase ninguém segue, as baterias ficam embaixo do banco traseiro, evitando que o pequeno porta-malas se torne um sacoleiro pequeno.

O básico dá até raiva de comparar com nossos premiuns: Luz diurna de leds, ar condicionado duplo e digital, rádio com cd player e seis caixas de som, controle de estabilidade, ABS com distribuição electrônica de pressão, sete air bags de última geração, e controle de tração.


Seu preço, sem incentivos, partiria de 15.000 Euros, cerca de RS 37.500,00 na cotação de hoje. Para o Brasil, o preço seria de não menos do que cem mil, simplesmente porque a importação seria independente. Não há a menor, a mais tênue e remota intenção de se trazer o Yaris Híbrido para cá. Ponto para a Nissan, que está metendo a cara de peito aberto e se aventurando na nossa selva de bananeiras por conta própria. Até a Mitsubishi importa seus eléctricos oficialmente, para quem se arriscar a pagar as sobretaxas. Para nós, oficialmente, vem o Etios, que não consegue esconder a semelhança simbiótica, quase patológica com o Chevrolet Cobalt.



Website do novo Yaris Hybrid, clicar aqui.
Galeria completa de imagens, em três tamanhos, clique aqui.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O grapheno, um dopping legal e o sol.

http://www.thesamba.com/vw/forum/viewtopic.php?p=3748457

Novamente o grapheno revoluciona uma área da vida prática.

Está em testes, na Universidade da Flórida, em Gainesville, faculdae de física (onde mais seria, na de culinária?) um painel solar com mais do que o triplo da eficiência das melhores placas comerciais. Os outros protótipos já tinham conseguido 8,6 de eficiência, contra 2,9 de uma placa comum. O que fizeram para conseguir mais, foi dopar o grapheno.

Xiaochang Miao, estudante graduado brilhante e um dos responsáveis pelo projecto, e que já pode planejar a vida sem se preocupar com dinheiro, emplica que foi adicionado trifluormetanossulfonilo-amida, TFSA para os íntimos. O dopante aumentou a potencialidade do campo eléctrico no interior da célula, com duas vantagens enormes sobre os dopantes testados antes: É barato, já que utiliza, entre outros, a matéria-prima do nylon; É durável, já que utiliza, entre outos, a matéria-prima do nylon. O facto de ser estável, embora pareça, e é, óbvio, era uma dor-de-cabeça para os pesquisadores, porque os dopantes anteriores se deterioravam justo quando eram requisitados ao serviço, sob o sol. Tinha-se um aparelho de alta eficiência em mãos, mas que não podia ser colocado para trabalhar na prática, porque estragava-se rapidamente.

O que isso significará, quando a placa começar a ser produzida em série? Significa que já valerá à pena forrar teto e capô do teu carro com células photoviltaicas. Hoje, uma célula durável  e de custo razoável não gera mais do que 150Wh por metro quadrado, em condições normais. A nova tecnologia permitirá, sem aumento sensível de preços, ainda mais com uma produção cada vez maior, produzir pouco mais de 500Wh/m². Uma Kombi, por exemplo, com o teto todo forrado, geraria uns 5cv por pelo menos quatro horas seguidas, dependendo da região e sua fartura solar. É potência suficiente para segurar a velocidade em trânsito urbano, sozinha. Na estrada, com mais exposição ao sol, forneceria mais de quinze por cento da potência que a Kombi necessita para manter cem por hora, se mantida a transmissão de engrenagens. Sem ela atrapalhando, até 25%.

Imaginem um semi-reboque de vinte metros todo forrado, ou um enorme ônibus bi-articulado, que anda sempre em baixa velocidade... Ou a Kombi, por que não?

Embora não haja previsão imediata para chegar ao mercado, tem gente grande financiando e já estudando usos e meios de produção para a inovação. Não bastasse a equipe já ter encontrado um meio de melhorar ainda mais a placa, com mais eficiência e menos custos. mas podemos esperar? Sim, podemos poupar para forrar nossos telhados.



Website original da nota, clicar aqui.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Volvo V60, a lógica sueca.


Os chineses não foram bobos e deixaram a Volvo à vontade, para continuar a fazer carros à sua maneira. O resultado foi a proliferação de projetos híbridos e eléctricos puros de grande competência.


Agora ela apresentará a perua V60 Hybrid, o primeiro híbrido plug-in diesel do mercado. Trata-se de uma perua de dimensões familiares de verdade, com espaço de sobra para abrigar baterias e toda a traquiitrana de hibridação, esta apoiada em um monobloco robusto e rígido. Rigidez que é um dos segredos da lendária segurança dos Volvo.


O motor diesel é um cinco cilindros 2,4l de 215cv e vigorosos 44kgfm, mais do que muitas picapes médias no Brasil. O motor eléctrico adiciona 70cv e 20kgfm. No modo eléctrico, para preservar a sincronia e funcionalidade do modo híbrido, ele roda até 50km, a 100km/h, antes de o turbodiesel ser ligado. Modo híbrido acionado, babem de inveja, donos de Biz, essa baita perua roda até 53km/l de diesel.


O desempenho não deixa a desejar. A híbrida faz de 0 a 100km/h em baixos 6,9s, a máxima é restringida a 200km/h.O bagageiro, com 310l até a base da janela, tem um compartimento específico para as baterias, sob o assoalho. Aqui vocês podem imaginar o quanto ela deve ser neutra nas curvas, viria bem a calhar nas estradas de Minas Gerais.


Para nós, infelizmente, fica a possibilidade de comprar o eléctrico puro C30 hatch (ver aqui), que roda 160km com um motorista normal (e sueco normal é pé de chumbo), suficiente para viagens curtas, embora seu público esteja disposto a pagar mais por pacotes opcionais de maior autonomia. O diesel, por enquanto, é restrito a utilitários específicos e carros de embaixada. Por enquanto.




A estréia é prometida para esta semana findoura, e pode ser acompanhada pelo perfil da Volvo no Facebook, clicando aqui
Para pareceres de quem teve o prazer de testar o carro, clique aqui e aqui.