segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Quem Saab, se dá bem com baterias


Fonte: UOL Carros

São apenas rumores, embora com forte viés de concretização. O consórcio de cento e oitenta (haja fãs, heim!) que comprou os direitos da Saab, relançarão o já clássico e icônico 9-3 em Setembro, do jeirto que tinha saído de linha com seus confiáveis motores turbo, da fábrica de Trölhatan.

A quem chegou agora, a Saab foi por décadas, a única rival da Volvo, em termos de inovação e segurança. Sempre vencendo em inovação e pagando o preço de se tornar marca de nicho por isso. Por exemplo, torrou fábulas em um motor com taxa de compressão variável, que funcionava movendo o cabeçote, mas nunca conseguiu viabuilizar para o mercado. Teria sido a salvação das gambiarras que chamamos de "flex", que só fazem alterar o ponto de ignição.

Nenhum detalhe técnico foi divulgado, embora saibamos que as leis de emissões e segurança tenham se tornado mais severas, o que justificará algumas alterações cosméticas. Por hora, o prometido 9-5 fica só na promessa mesmo, serão vendidos o sedã e o conversível da linha 9-3.

Por questões de custos, a Wagon e a alerdeada versão eléctrica ficam para mais tarde, se tudo der certo, mas lembremos que a Wagon 9-3 eléctrica chegou a ser testada em 2011, com resultados convincentes: 150km/h, de 0 a 100 em 8,5s e razoáveis 200km de autonomia.

Com insumos melhores e mais baratos, hoje em dia, pode-se esperar algo bem melhor, como 180km/h, de 0 a 100 em 7s e 320 mk de autonomia, sem sacrificar o quinto passageiro. Sim, leitores, o protótipo tinha baterias bem no centro do carro, em linha e com a parte traseira bem saliente, deixando a wagon com apenas quatro lugares. Eu disse que a Saab é inovadora!

Se tudo der certo, com o lançamento em Setembro, a bersão plug-in será oferecida como opcional, e talvez a wagon também volte, com cinco lugares. Então sim, a Tesla terá quem lhe faça páreo. Por agora, só aguardemos os dias que nos separam do relançamento. Já tiraram a Saab da UTI, sem a esculhambação que queriam fazer com a Packard, já é algo a se comemorar.

Website da Saab, clicar aqui.
Website da malsucedida New Packard, para os de estômago forte, clicar aqui.

15 comentários:

  1. Bem que os novos gestores da Saab poderiam considerar uma retomada de pesquisas com motores 2-tempos, como os que os primeiros modelos usavam. Fica até mais fácil implementar a taxa de compressão variável, devido ao layout de cabeçote mais simples, embora a meu ver a taxa de compressão variável seja um devaneio. Um bom turbo com overbooster é capaz de proporcionar um resultado semelhante a um custo menor e com menos complexidade do que a junta de cabeçote com expansor hidráulico, além de não impor mais esforços sobre o conjunto de corrente e tensores de comando de válvulas.

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  2. A gambiarra, chamada de Flex no Brasil, é muito fácil de ser resolvida, em especial no caso de motores turbo. Basta adicionar à centralina a função de variar a pressão do turbo em função do combustível. Com gasolina, a pressão poderia ir até 1,1 ou 1,2 bar. Para o álcool, mais 0,4 ou 0,5 bar em cima (considerando a faixa de pressão, limites máximos e mínimos, que eu indiquei para a gasolina, a pressão poderia variar entre 1,5 e 1,7 bar), e alterando em função da mistura. Mais álcool, mais pressão. Mais gasolina, menos pressão.

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    1. Exatamete essa seria a função de um overbooster. Mas outro método mais plausível que a taxa de compressão variável é a injeção direta, que possibilita o uso das taxas de compressão mais elevadas e adequadas ao etanol sem no entanto ter todos os problemas de batida de pino (pré-ignição) apresentados em alguns carros flex.

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  3. Ou, então, "queridos" governantes cabeças-de-bacon, liberem logo o diesel para carros particulares, e vamos usar o biodiesel de cana, que NÃO POLUI.

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    1. A ignição por compressão, usada no ciclo Diesel, também pode servir à operação com etanol.

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    2. Mas só se o Etanol for anidro, não é verdade? Ou a água não atrapalha em nada? No Diesel e na gasolina não há adição de água, embora haja adição de enxofre. E no caso do Etanol anidro, dever-se-ia, de qualquer maneira, suprimir sistemas como SCR, e EGR, pois os mesmos atrapalhariam o rendimento do motor com Etanol. Ou estou errado de novo?

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    3. Algumas usinas de cana usam até o etanol hidratado normal, que só tem 4% de água em volume. Quanto ao SCR, não altera o processo de combustão, e usando etanol o EGR não dá tanto problema de obstrução no coletor de admissão.

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  4. Em tempo: o Packard Twelve é feio pra cacete. Mas, se eu tivesse MUITA GRANA, eu compraria um. Ele está disponível em versão sedã, mas pode-se encomendar, pelo que eu entendi no site, um modelo coupée, ou um conversível. Eu amaria ter um coupée full size, mas eu sei que não é para qualquer um. A propósito, Nanael. Você está no Facebook???? Gostaria de adicionar você, e ter a oportunidade de aprender um pouco mais.

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  5. Quem sabe, os caras da Packard deveriam ter criado um SUV, que é uma das panacéias automobilísticas dos nossos dias. As outras são as minivans, e os crossovers.

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  6. O Packard seria perfeito para um remake de "O carro, a máquina do diabo".

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    1. E não precisaria nem mesmo enviar um modelo para o George Barris customizar. Já tá prontinho.

      Claro que seriam necessários alguns adendos. O motorzão V12, por exemplo, poderia ser sustituído por um V12 ou V16 de menor cilindrada, e equipado com uns quatro turbos, por exemplo. Depois, é só adicionar uma bancada de baterias de uns 50 kw, para algumas cenas onde o bichão precisaria de uma força extra, e hubmotors nas rodas. Um monstrodonte Full Hybrid desses não ficaria nada mal. Uma carroceria tipo SUV malvadão - Hummer - não ficaria nada mal para o remake.

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  7. O Hummer é a cara do filme, mas em clássicos não se mexe. A não ser que ele surgisse como o "carro herói".

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    1. Mas, nesse filme, não existe carro herói. Só o carro bandidão.

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  8. Pois é, falta um antagonista para deixar as coisas mais divertidas.

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