terça-feira, 6 de janeiro de 2026

O subsídio certo

            

1913

            

            Damas e cavalheiros, quanto tempo!

            As coisas ficaram muito difíceis e precisei mesmo deixar todos os blogs de lado, por alguns anos, mas volto aos poucos, na medida de minhas parcas possibilidades. Um dos motivos, aliás, foi a imprensa que, no começo, parecia estar a fazer um trabalho muito melhor e mais completo do que o meu, mas acabou se mostrando uma bajuladora incansável de ditaduras ideológicas, ignorando avanços da grande democracia, a qual eu precisei defender escancaradamente, para fazer contrapeso e me diferenciar, nos outros blogs. O que matou o carro eléctrico, nas primeiras vezes, foi a ineficiência das baterias, mas, agora, a ameaça é justo a militância que tomou conta da imprensa especializada e de governos ideológicos.

            

Cadillac Lyriq. Não parece tão grande porque as rodas têm imensas 33"!


            A Cotsco, empresa americana multinacional de varejo, decidiu entrar no vácuo dos extintos incentivos americanos aos carros eléctricos, dando aos clientes fidelizados descontos na compra de Cadillac E Volvo. Não tem burocracia! Basta ser um cliente membro da empresa e pronto, o subsídio privado já estará à disposição. E o melhor é que ninguém precisa ter medo de o governo mudar e os incentivos sumirem.

            A despeito de as vendas terem começado a declinar, após um boom sem precedentes, especialmente nos modelos da General Motors, e os consumidores estarem se virando para os híbridos, eu acredito que a demanda continuará muito boa, especialmente com o cliente ciente de que o erário não está sendo desviado de coisas essenciais, para financiar carros de luxo para ricos.

            

Volvo EX90. Não faz feio, são 495km de alcance! Dá para viajar


            Não é aquele subsídio capaz de comprar um carro usado, como Biden dava, mas parte de US$ 1.250 para os Cadillac até US$ 2.000 para os Volvo. A diferença se deve à negociação com cada uma, a volvo precisa melhorar mais suas vendas. Ainda assim é um dinheiro que o comprador pode usar para uma festa, um passeio ou na sua carteira de investimentos. Particularmente, eu escolheria um Cadillac, não só porque a Volvo não é mais aquela fábrica de tanques de guerra indestrutíveis, mas também porque a Cadillac voltou a ser uma fábrica de tanques de guerra indestrutíveis. Com até 502km de autonomia, espaço de sobra, luxo e requinte que o brasileiro médio nem sonha haver, mais uma rede de concessionários de fazer inveja até a marcas generalistas, a ligeira queda nas vendas pode se reverter, se outros varejos, clubes e afins tiverem a mesma iniciativa.

            Por enquanto, só Cadillac e Volvo mesmo, mas quem sabe! Infelizmente o Brasil está de fora, por motivos óbvios, mas nada impede que, num futuro próximo, alguém aqui não tenha a mesma ideia.

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